27/04/2013

EU, EDITOR. EU, TRADUTOR. 


Estou terminando a tradução de um livro ótimo, literatura, coisa e tal. Daí fiquei pensando que se eu fosse o editor eu recomendaria deixar os personagens um pouco menos reais, mais representativos. E aumentar um pouco o (melo) drama para deixar mais emocionante. Enfim, acho que eu sugeriria tornar o livro pior para que ficasse mais legal. Faz sentido?

Me fez pensar nas minhas escolhas - como autor e como tradutor. Recentemente o produtor da série de TV que estou escrevendo (que ainda não posso dar detalhes - estreia próximo ao fim do ano) me pediu para tornar alguns diálogos menos caricatos. Eu alterei, porque estou escrevendo sob encomenda. Mas se a escolha fosse minha eu obviamente preferiria a caricatura. Sempre tive consciência do limite do mau gosto na minha escrita. Sou partidário do excesso, do exagero, da repetição, gosto do kitsch, do trash, e prefiro personagens representativos do que reais. Acho que o livro em que isso fica mais claro (que é o livro que tem mais minha cara) é O Prédio, o Tédio e o Menino Cego. Enfim, o livro que a crítica e os leitores menos gostaram. 

Como tradutor, minha escrita também é limitada, claro. Eu preciso seguir o que o autor pretendeu. Mas o tradutor também tem suas escolhas, e pode melhorar (ou piorar) o texto, sim. 

Estava comentando agora há pouco no FB sobre O Mágico de Oz, que eu traduzi para a Leya/Barba Negra. É um livro bastante infantil, e não digo isso como crítica. Mas esse tom que direcionou toda minha tradução, como se eu estivesse contando a história para uma criança. A técnica é escolher as palavras mais fáceis em português, usar diminutivos que não existem no original em inglês ("Dorothy se sentou no cantinho da cama") e outras construções próprias do português que não teriam como estar no original, mas que podem ser usadas para dar o mesmo efeito (ou um efeito próximo ao) que o texto tem em inglês. 

Essa questão do tradutor "melhorar" o texto é muito discutida. Muitos dizem que isso não deve ser feito, mas às vezes é inevitável. Quando me deparo com um texto que peca pela repetição de uma determinada palavra, eu procuro sinônimos. Vez ou outra eu ELIMINO a palavra, confesso. Não acho que isso seja uma atitude errada do tradutor.

Por exemplo, traduzi um livro que tinha tanto a palavra sudden (repentino) que eu simplesmente a limei. Era tod hora uma "sudden explosion" uma "explosão repentina". Porra, que explosão NÃO É repentina? Só se você estiver trabalhando numa pedreira.  Não se precisa desse sudden. Cortei. 

Também confesso que já alterei levemente o tom de uma tradução. Um juvenil de fantasia chaaaaato pra dedéu, que só tinha drama, só acontecia desgraça, sem humor algum. Eu optei por traduzir palavras e expressões usando gírias que tornaram o texto mais leve e mais divertido. É errado? Não acho. Você só está escolhendo palavras para dizer o que de fato está escrito no original. "She's ugly as hell" pode ser "ela é feia como o diabo" ou "ela é feia para danar" ou "ela é o cão chupando manga" (neste caso, para um livro juvenil, eu escolheria a última.) 

Essas são algumas técnicas que uso como tradutor (e como autor). Na verdade, são intuitivas. Eu tive de desenvolver sozinho, na raça. Sou formado em Publicidade e Propaganda (pela FAAP). Apesar de ter entrado em Letras na USP, nunca cursei. Nunca frequentei oficinas literárias. Não fiz curso de tradução. Aprendi inglês morando fora (e jogando videogame, lendo, vendo filme, ouvindo música...). Então admito que tenho muito, muito, muito medo das minhas primeiras traduções. Jamais releria esses livros. Mas hoje já são mais de TRINTA livros traduzidos (alguns filmes e algumas peças), dez anos dessa carreira (que começou junto à minha carreira de escritor), acho que deu para aprender algumas coisas. 

Claro, minhas escolhas são discutíveis (e é preciso discutir com o editor). Mas é um trabalho que faço com prazer e - ainda que seja muito difícil viver só de tradução - que paga minhas contas.

Ps - Obviamente só dou nomes e divulgo os livros que traduzi e gostei. Não seria ético com a editora eu  espinafrar publicamente um livro que eles me pagaram para traduzir. 





23/04/2013

LOS MUERTOS MALOS



O novo "A Morte do Demônio".


Eu tinha esperanças, mas não me surpreendi com a merda que é o remake de Evil Dead - A Morte do Demônio. O original (de Sam Raimi, 1981) tinha um roteiro capenga, um elenco canastrão e um clima de filme amador, mas tinha o principal: clima. A história era aquela: um grupo de jovens vai para uma cabana isolada no mato, encontram um antigo livro amaldiçoado, e passam uma longa noite, sendo possuídos um a um por demônios. Básico. Mas era feito de uma forma tão alucinada que garantia o tom de pesadelo, como se o expectador estivesse assistindo a um longo delírio. Para mim, essa é das qualidades principais que um bom filme de terror deve ter. E por isso Evil Dead se tornou um clássico. 

Agora fazem um remake com verba muito maior, um roteiro mais trabalhado, doses cavalares de violência e melhores efeitos especiais, mas cagam com tudo fazendo um filme genérico. Talvez fosse um projeto inviável a priori - se as qualidades principais do original estão no amadorismo e na tosquice. Refazer um roteiro básico como aqueles, apenas com mais dinheiro, não tinha por que dar certo, mesmo com a produção do próprio Raimi por trás. Eu só não esperava algo tão chato. 

É o primeiro longa dirigido pelo uruguaio Fede Alvarez - o que é visível. O filme não tem ritmo nenhum, é repetitivo, parece mais longo do que é, e o elenco não tem o menor carisma. Mesmo o (piteuzinho do) Lou Taylor Pucci, que é ótimo ator, tem um papel chato, moroso, um tédio. Eles não economizaram na violência, mas sem clima algum ela não serve de nada - e a caracterização dos possuídos em si ainda consegue ser mais assustadora no original, dá uma comparada: 





O original. 

Assim como não acho que filme de terror precisa de gore para ser assustador, também não acho que não possa ser gore e assustador ao mesmo tempo. O original era. E recentemente vi filmes extremamente sangrentos, com uma carga psicológica muito mais densa, por isso mesmo mais assustadores - os franceses Mártires e A Invasora. O novo A Morte do Demônio não é assustador, só nojento. Dele só se consegue extrair sangue, muito sangue.

Uma pena, porque não sou contra essa onda de remakes dos clássicos de horror. Alguns considero melhores até do que os originais ("Viagem Maldita"e "Piranha"). Outros ficaram aquém, mas ao menos trouxeram novas visões interessantes ("O Massacre da Serra Elétrica", "A Hora do Pesadelo" e "Halloween") e outros foderam de vez com o original ("Sexta-Feira 13" e... "A Morte do Demônio"). Então se fosse para recomendar uma nova versão de Evil Dead, ainda mais assustadora do que a original, eu recomendaria Antricristo, do Lars Von Trier.


Anticristo.

Uma pena também ser tão difícil assistir a filmes de terror por aqui. Eu moro em pleno baixo augusta, há TRINTA E TRÊS salas de cinema num raio de vinte minutos da minha casa e NENHUMA passa filmes como Evil Dead, só os cultões. Às vezes, muito raramente, eu consigo ver no Center 3 (na Paulista), mas geralmente os cinemas mais próximos com esse tipo de filme são no Shopping Paulista (que é horrível e fica a uns 45 minutos a pé) ou no Metro Santa Cruz.

 O Frei Caneca Unibanco é do ladinho, mas só passa a programação de bom-gosto (incluindo alguns mais comerciais). Ao menos de vez em quando consigo ver umas pérolas, como Dentro da Casa, do Ozon, a experiência mais literária que tive este ano.



13/04/2013


Com lama até os joelhos, Vinícius revira galhos, gravetos, pedras e raízes que momentaneamente se fazem passar por caranguejos. Ele não costumava se enganar. Mas a camada ocre que tudo cobre faz com que tudo seja partículas da mesma coisa. Partículas de nada. Vinícius permanece ajoelhado, buscando um movimento, o animal reptício que escapou-lhe entre os dedos, e o movimento que capta são galhos estalando, raízes voltando ao lugar, o lodo borbulhando após a investida do próprio Vinícius. O caranguejo não, o caranguejo não se move. Mais imóvel do que os galhos, as folhas, o vento e a respiração, nas mesmas formas, coberto do mesmo lodo, a mesma cor, afinal em mimetismo é no que esses animais se especializaram, e Vinícius não se especializou em nada. Vinícius não é especialista em nada.
                Vinícius é um retardado. Ou quase. Vinícius é um pouco lerdo, e em circunstâncias normais seria chamado de retardado. Talvez em nossa sociedade atual seja apenas diagnosticado com um leve distúrbio, um leve autismo, DDA, monomania, síndrome de asperger.  Na realidade, nessa cidade, Vinícius é apenas um pouco lerdo. Tão integrado em suas limitações como todos os outros em seus desinteresses. Filho mais velho, aos vinte e oito anos, já deveria ser capaz de catar caranguejos sozinho. Vinícius é capaz.  E tantas vezes foi com o pai, com os irmãos, na saída da lagoinha, catar caranguejos para vender para os vizinhos, para os turistas. Vinícius foi campeão. Os bichos rastejando no quintal de casa, a mãe contando, e dando o veredicto a Vinícius, aquele que mais conseguiu catar. Ele sabe, sabe sim, embora tenha escutado a própria mãe, atrás de si, enquanto ele deixava a casa com rede e balde na mão. “Você vai deixar o Vinícius ir sozinho lá no mangue? Juarez, isso não vai dar certo, eu já te falei que...” E a conversa morrendo atrás como o cheiro de churrasco, enquanto partia para a caça o filho retardado.
Agora Vinícius examina os pés descalços. Um corte que acho que sangra, misturando à lama, é difícil identificar o vermelho de um possível fluxo que escorre. Identificando um aracnídeo que corre, Vinícius reexamina entre os dedos, e agora encontra uma aranha esmagada. Os pés doem. Entre calos, frieiras, rachaduras, talvez uma picada. Começa a ficar mais difícil saber o que é lama, o que são aranhas, o que são caranguejos imóveis e dedos do pé rachados, raízes pneumatóforas. Vinícius olha o balde. E os caranguejos já colocados parecem ainda mais imóveis, talvez já mortos. Talvez ele devesse voltar. Mas ainda não há nem uma dúzia. E seu pai fora incisivo: “Entre vinte e trinta, hein? Entre vinte e trinta.”
Vinícius levanta o olhar, a cabeça, o nariz ao vento e tenta farejar os vinte e trinta caranguejos que podem estar espalhados ao seu redor. Fecha os olhos. Fareja o ar. O ar cheira à mesma lama, raízes, húmus que cobre tudo mais, cobre a ele, cobre os caranguejos. Vinícius abaixa o nariz e sorri. Enfia os dedos (das mãos) entre o barro denso e sente-se tão parte daquilo... como jamais se sentiu. Sorri. Então para de sorrir, sentindo-se idiota, retardado, como todos os outros o sentiriam.Vinícius olha o balde logo atrás de si e o imagina preenchendo com uma dúzia, duas dúzias, quantas dúzias são mais de trinta? Transbordando de caranguejos que voltam ao mangue.
                Vinícius se vê sentado afundado na lama. Vinícius pode enxergar a si mesmo, caído no lodo – claro, ele é apenas lerdinho – sorrindo, e sabe o quão idiota, o quão retardado aparenta ser. Ele não deveria estar ali. O que ele está fazendo ali? Ele não costumava ir tão fundo. Durante o verão, só a saída da lagoinha, a entrada do mangue, já rendia uma cambada de caranguejos. Não era preciso muito esforço, não era preciso tanto esforço. Agora ele estava fundo demais no mangue – afundado- longe demais da lagoinha, os pés picados e o balde ainda vazio.
                Vinícius não é um retardado. Não, Vinícius não é um retardado. Ele tem plena consciência de suas limitações. Ele sabe que não pode muito e ainda tem certo rancor por sua família que pode e não tenta nada mais. Mas agora, caído na lama, perdido entre crustáceos saprófagos ele se questiona se não é esse se lugar. E ele chora, ele geme em meio ao mangue, sem lágrimas reais. Então percebe que não há lágrimas e volta a rir. E volta a se concentrar. Volta a buscar entre as raízes o movimento dos caranguejos. E agarra um galho que se retorce. E agarra uma raiz que respira. E sufoca um grito. E se pergunta se todos esses sufocos não o fazem parecer um retardado, lá, caído em meio à lama, caranguejos escapando entre as pernas.
                “Você é um rapaz muito sensível, Vinícius, você é especial,” ele escuta a voz rouca da jovem professora que tenta aumentar sua auto-estima com adjetivos que só sublinham suas deficiências. Ela lhe aponta um destino diferente, diz que ele pode ir mais longe, quando Vinícius gostaria de ser só mais um na sala de aula. Ele é o aluno retardado. Ela tenta ajudá-lo, redescobri-lo, afastá-lo ainda mais das possibilidades da cidadezinha, indicando que, num outro contexto, outro cenário, ele poderia agarrar novas oportunidades.
                Agarrou! Vinícius afunda a mão no mangue esmagando um caranguejo que fugia. Merda. Vinícius levanta a mão e vê que o interior do exoesqueleto escorre mais amarelado do que qualquer coisa que há por lá. Não há dúvidas de que é um líquido estranho, externo, interno, que não se camufla como o sangue, o lodo, o mangue e tudo o que há por lá. Vinícius observa o crustáceo quebrado no chão, e sabe que não pode colocá-lo no balde. Ainda estamos no menos de meia dúzia, ele balança a cabeça. Então vê que há outro caranguejo, pequeno, movendo-se por lá. Claro que há, sempre há, encontrar caranguejos no mangue é como encontrar baratas num bueiro, uma praga. Os turistas comem, nós comemos, todos comem, mas como considerar isso uma iguaria para a qual é preciso certo sacrifício, certo esforço? Vinícius pondera.
                Cata o caranguejo pequeno e o joga no balde. Ainda vivo. Muito bem, mais um, mas ainda é pouco, e tão pequeno...  Vinícius escuta um trovão e vê o céu carregado, com nuvens prestes a despencar. Levanta-se com o balde. Melhor andar com isso, melhor correr com isso. Com as nuvens se fechando, sua família deve estar olhando preocupada para o relógio e em breve um deles irá chegar lá. Um deles, de seus irmãos mais novos, irá lhe buscar e todos terão de admitir, ele admitir a si mesmo, que ele é mesmo um incapaz. Voltar com aquele balde vazio ele não vai, de jeito nenhum. Voltar com aquele balde com meia dúzia de cinco, para ouvir de chacota dos irmãos: “Você não sabe contar?” Vinícius conta melhor do que os irmãos, ele sabe muito bem disso. Mas os irmãos se aproveitam de cada uma de suas deficiências para ressaltar sua inferioridade.
                Vinícius lava os pés numa poça. Seus pés não ficam lá muito limpos. A poça já é turva como tudo mais, e Vinícius mete os pés nela novamente. É turva, mas mais profunda do que Vinícius esperava. Sente a lama penetrando entre os dedos dos pés, então algo fugidio, deslizante, perfurando seu tornozelo e escapando em debatidas - um peixe? Um galho? Uma serpente? Assustado, Vinícius perde o equilíbrio, recuando com os pés ainda metidos na lama. Cai com as nádegas na terra, e antes que possa inspecionar a poça em busca do que o atacou percebe alguém atrás de si, então uma mão estendendo-lhe , ajudando-o a ficar de  pé. Vinícius a toma....

06/04/2013

Mandando hoje um torpedo para a Adrienne Myrtes


Eu: Querida, queria te ligar para te perguntar coisinhas da Petrobras. Me dá um ok quando puder falar?
Ela: ??
Eu: ???
Ela: Quem é?
Eu: Jesus.
Ela: Como você pode ser Jesus?
Eu: É preciso ter fé, Adrienne. A resposta está em seu coração.
Ela: Adrienne? Mas o meu nome não é Adriene!
Eu: Er... É sim, este é seu verdadeiro nome... Você foi trocada na maternidade... Era uma noite chuvosa... Sua mãe era muito jovem...
Ela: Ah, mas eu tenho uma família.
Eu: Sua mãe biológica se chama Zuleide.
Ela: Aham. E minha vida, como fica?
Eu: Com Jesus, não tem erro.
Ela: ...
Eu: BTW, aqui é o Jesus LUZ.

05/04/2013


SOBRE O AMOR...


Sobre o amor. Sobre Feliciano. Sobre casamentos. E o ônibus tombado no Rio. Cantoras de Axê. Cadeias de hotel. Novelas da Globo. Reality Show. Feira de Frankfurt. A Lei Carolina Dieckmann. Receita de carne de porco. Sobre o trânsito. Matança das onças... (não, matança das onças não). Os shows do Rock in Rio. Lolapalooza. Chorão. Papa Francisco. São Paulo Fashion Week.  As chuvas em Petrópolis. O Viaduto do Chá. A cura da calvície. E as manchetes do dia. Não tenho nada de novo a dizer, apesar de ser escritor. Por isso sou escritor. Faço ficção.






03/04/2013



0.        
A escrita é uma ocupação nociva. Escrever é uma profissão de risco. Não se pode fazer uma obra consistente sem remoer rancores, frustrações, essas coisas que provocam câncer, tendinite e impotência. Além disso, o escritor é um caçador solitário, sempre sujeito a se perder na floresta. A endorfina do orgasmo, ou apenas o prazer de um abraço são concorrentes de uma escrita produtiva. Não se pode escrever com as mãos ocupadas. Assim, todas as atividades, experiências e sensações que levam a uma vida saudável e positiva estão distantes do escritor. Para ele, os prazeres são apenas orais. O cigarro, a bebida, o café – muito café – enquanto as mãos trabalham. Apenas a boca vaga, a língua a vagar, procurando substitutos para o que não se pode alcançar...
Livros e mais livros, acumulam mais poeira do que sabedoria. Ácaros, mais ácaros do que poesia. Bloqueiam a luz solar, absorvem a luz do sol, provocam sombra, carência de vitamina D. Não que um escritor precise de livros para escrever... Livros acumulam dor nas costas, lombadas, afundam o apartamento piso abaixo, escada abaixo, abrigam parasitas e escondem problemas de encanamento. É só dar uma rápida olhada neste apartamento que fica claro que a escrita não é uma ocupação saudável, não tenho uma ocupação saudável. Não estou fazendo bem em escrever mais um parágrafo já com tantos livros povoando essa casa, nossa casa, planeta terra, com acres devastados...


GANHAMOS NOLL

(João Gilberto Noll, 1946-2017) Perdemos Noll. Acordei nesta quarta com mensagens me contando, Rodrigo Casarin do Uol me pedindo um...