29/06/2010

BARCELONA!

Isso sim é parada...

Por estranhas artimanhas do destino, eu e minha irmã acabamos sempre conhecendo as mesmas cidades, na mesma época, em viagens de trabalho. Foi assim com Bogotá, Lima, Santiago e agora Barcelona. Minha irmã esteve aqui há dois meses. Foi assaltada. Levaram dinheiro, passaporte, tudo. Isso a deixou atravessada com a Espanha como um todo, e eu razoavelmente precavido...


No trem Madrid-Barcelona.

Mas tenho dizer que Barcelona está se tornando uma das minhas cidades favoritas do mundo. Tem um visual exuberante, povo lindo, e como não gostar de uma cidade que tem praia, construções góticas, cenários da Disney e bairro medieval?

Fora que cheguei no domingo, de para-quedas, procurei um hotelzinho pra ficar e descobri que, do lado do hotel, estava começando a parada gay...

Travecas passistas me receberam.

Passeada organizadinha, divertidíssima, politizada e obviamente menos sexuada que as nossas. Seguiu até a Avenida Reina Maria Cristina, onde terminou numa festa com um visual absurdo, fontes luminosas, shows e o caralho... (não, caralho faltou... mas deu pra ser feliz...).

Amiguinho de parada, o americano Erik.

Tudo lindo, maravilhoso.

Tenho tentado equilibrar manhãs de praia com tarde culturais. Voltei agora do museu picasso depois de passar o dia correndo e torrando na praia; estou vermelho como um pimentão e gordo como um presunto de tanto comer paellas e beber com escritores. Só com muita bulimia eu volto ao meu auge...

Do alto.

O povo é lindo, as meninas de topless são lindas, os meninos branquelos com aquela magreza desencaixada européia... Eu casaria com todo mundo.

A praia.

Torraaaaaando...

Fico aqui até sexta, depois volto pra Madrí onde já sei que pego outra parada gay no final de semana. Tô ficando profissional nisso. (O Estadão sabia o que fazia quando me pediu aquele texto da Parada de SP...)

Ah, se a vida fosse sempre assim...

28/06/2010

GUZIK

Alberto Guzik por Laerte Késsimos.

Acabei de saber pelo blog do Laerte. O grande ator, diretor, escritor e crítico teatral Alberto Guzik faleceu neste sábado. Estava internado já há vários meses por complicações de um câncer. Eu o visitei no hospital no dia em que me mudei pra Florianópolis, de certa forma consegui me despedir...

Guzik foi professor da minha mãe na ECA, mas eu o conheci pelos amigos dos Satyros (Ivam, Rodolfo, Laerte, Cléo), assisti a várias das peças em que atuava. A mais recente foi "O Diário da Velha Apresentadora", do Mirisola, que comentei aqui no blog, ano passado.

Como escritor, Guzik também tinha coisas belíssima, como o livro de contos "O Que é Ser Rio e Correr" e o romance "Risco de Vida". Era uma pessoa de talento genuíno em vários campos, elegantérrimo, com uma voz de locutor das antigas.

Guzik escreveu maravilhas sobre o "O Prédio, o Tédio e o Menino Cego" em seu blog. Fiquei feliz por sua opinião de crítico, embora ele também já fosse um amigo querido...

Agora, ficam a saudade e a homenagem, aqui de Barcelona.

26/06/2010

GERAÇÃO KARAOKÊ
Iberoamericanos em Madrid.

Terminou ontem o Congresso de Novos Narradores Iberoamericanos aqui em Madri. Foram cinco dias de discussões sobre literatura e mercado, num formato bem incomum para mim. De manhã rolavam as conversas em portas fechadas entre os escritores e críticos, jornalistas e editores. À tarde aconteciam as entrevistas para imprensa e de noite as mesas abertas ao público.


Casaamerica, na Plaza de Cibeles, onde tudo aconteceu.

Foi um encontro mais centrado na relação dos escritores com o mercado do que na literatura em si. Falou-se muito da percepção (ou falta de) dos países latinoamericanos na Espanha, do caminho para os livros chegarem até aqui, mas pouco do que movia e inspirava cada escritor.


Discussões na hora do almoço à portas fechadas.


Num dos encontros fechados, por exemplo, os editores falavam sobre o leitor espanhol não se interessar pelos cenários externos. A mim, como leitor, é estranho pensar nesses termos, realmente não busco um livro pela nacionalidade e há vários grandes livros que li que nem me recordo ao certo de que país é o autor. Não entendo porque há essa suposição de que o autor brasileiro fale, ou tenha de falar, do Brasil, que o escritor peruano só escreva sobre o que se passa e interesse ao Peru. A mim sempre interessa as questões mais subjetivas dos livros, as narrativas internas...

E foi um pouco disso que discutimos. Eu mesmo coloquei que (provavelmente) a palavra “Brasil” não aparece em nenhum dos meus livros, e que não são necessariamente situados lá. Aliás, acho até que escrever sobre o Brasil seria um paradoxo – como escritor, sua visão sobre o país já é a de um forasteiro, deslocado.

Nazarian e Dalí! (Não, o grande crítico catalão Ignácio Echevarría.)


Foi discutido também em uma das mesas a intenção de se escrever “o grande romance,” e mais do que uma questão de modéstia (ou falta de ambição) ficou claro que, em geral, para os escritores é muito mais interessante tratar de questões pequenas, subjetivas, que talvez não tenham um grande impacto na sociedade como um todo (que livro hoje tem?) mas que penetrem incisivamente num leitor específico. Ao menos para mim, é isso que interessa.

Fiquei chocado também em saber que as tiragens médias de literatura na Espanha são de... 1500 exemplares; ainda menos que no Brasil (que fica entre 2 e 3 mil). Achava que aqui era um mercado bem mais forte.


Mas nem tudo foi cerebral, houve devaneios muito mais etílicos, jantares, porres, karaokê (que já trouxe um novo título para essa geração). A experiência mais literária, com certeza, foi minha visita ao Museu do Prado. Tive de sufocar um surto de ansiedade. Incrível.

Chuecando hermanos.

Os escritores são todos queridíssimos, fiz bons amigos e é bom poder reafirmar meu espaço na América Latina, pela qual já viajei razoavelmente como escritor, abrindo caminho agora na Europa. A linda editora Paca.


Tenho me comunicado bem, no portugnol mais sem vergonha. Alguns dizem que parece que eu falo muito bem, e só dou um remix para deixar mais interessante. Mas deve ser porque muitas palavras (inclusive mais sofisticadas) do português coincidem com o espanhol - então impressiona se você coloca "pusilânime" numa frase. Haha.

É exatamente assim que vejo minhas noites aqui.


Estendo mais dez dias aqui na Espanha como turista. Amanhã vou a Barcelona.

No Museu do Prado. Quase chorei.

22/06/2010

AS NOVAS HISTÓRIAS


Novos narradores iberoamericanos: Nazarian (Brasil - dah!), Hasbún (Bolívia), Azpeitia (Espanha), Lahoz (Espanha), Schweblin (Argentina).

Terceiro dia de Espanha, segundo dia do 3o Congresso de Nuevos Narradores Iberoamericanos, noite da minha mesa. O tema era "Transnacionalidad y Extraterritorialidad." A mediação puxou a discussão mais para as questões de inclusão do escritor latinoamericano no cenário cultural mundial, o espaço do mercado e a circulação entre os países. Para mim, o tema puxava mais a questão da sublimação de território, dos cenários próprios, da não-necessidade do escritor de ter de falar especificamente de seu país, de sua cidade, de seu mundo concreto; como o mais interessante sempre é trabalhar universos internos - que a literatura, por ser uma arte tão individual, tem de romper esse compromisso com bandeiras, blablablá.

Mas foi bem interessante (principalmente pelo meu espanhol ainda bizonho). E nesses encontros sempre é possível se repensar o papel e o espaço do Brasil na América Latina - ainda mais que neste eu sou o único brasileiro convidado. A prepotência que ainda temos com o resto do continente. Nossa suposta auto-suficiência (e ignorância) e o preconceito com nossa própria latinidad.


Aqui eu falava sobre o preconceito sobre nossa própria latinidad.

Assisti também a mesa de ontem, sobre literatura política; participei hoje de uma mesa redonda com críticos literários e também dei uma entrevista de rádio. As discussões são sérias, mas são mais centradas no papel do escritor como intelectual do que de fato como narrador. Sempre me interessa mais falar de temas, ideais, histórias do que do papel do escritor, do mercado ou o caralho...

O tom adotado aqui é bastante grave e se lança questões como: "Como se pode fazer literatura sem crítica literária?" e "Obras publicadas por grandes editoras podem não ter compromisso com o mercado?" Questões que estão tão distante de nossas festinhas literárias brasileiras, que eu não sei se aqui fora a coisa ainda é muito rígida e careta ou se é no Brasil que até o meio literário vive na superficialidade...

Não pude deixar de dizer hoje aos críticos espanhóis (num portugnol selvagem), que no Brasil "se deve pensar muito no que se vai escrever numa orelha de livro, num release para imprensa, porque as palavras que você usar vão ser copiadas nas resenhas de jornal; então você acaba escrevendo sua própria crítica."

Mas enfim, quem se interessa por isso?


Primeira mesa: Labbé (Chile), Echevarria (Espanha), Havilio (Argentina), Pron (Argentina).

O Congresso continua até sexta. Eu ainda tenho algumas entrevistas, almoços e debates fechados. Mas também quero ir ao Museo del Prado, à la noche, fazer compras, então fico mais duas semanas. Acho que semana que vem estico para Barcelona.

A linda Samantha Schweblin.


Todos têm sido queridíssimos, tenho feito bons amigos e já dei minhas voltinhas. Está um calor do cão, a cidade é linda e os preços - ainda que não baratos - são bem parecidos com os de São Paulo. Dá pra ser feliz...

Rugeles (Venezuela) e Maldonado (México).
Itálico

Minha "madresita" por aqui, Anna Maria (e, logo atrás, um chileno engraçadinho.)

A Copa também acontece por aqui, mas com muuuuuuuuuuito menos intensidade do que no Brasil. Ainda não ouvi uma vuvuzela e - acredite - a primeira mesa do evento aconteceu durante um jogo da Espanha. E estava cheia.


Uma copa parcimoniosa.


Nossas caras na rua.
A minha.

Casa América, onde acontece os eventos, na Plaza de Cibeles.


Mayorga (Equador), Sanchiz (Uruguai), una chica que no me recuerdo e Haug (Cuba).

Quebrando tudo já na primeira noite...

18/06/2010

MADRID!





Pouco a pouco meus tentáculos vão se estendendo para além do Brasil. Teve a edição portuguesa de "A Morte Sem Nome", "Mastigando Humanos" foi vendido pra Itália e agora Peru, e tenho contos em antologias em praticamente todos os países da América Latina. Já viajei bem aqui pelo continente, agora é hora de voltar à velha Europa.

Viajo amanhã. Participo do Congresso de Novos Narradores Iberoamericanos em Madrid, na próxima semana. Depois estico mais uma como turista. Nunca estive na Espanha, conheço bem só o norte da Europa. E esses eventos sempre são uma boa porta da entrada - você chega já com um propósito, contatos, almoços, jantares, festinhas e gente querendo sorver da sua aura de escritor. Acho bem gostoso. Só espero que meu espanhol faça jus. Para mim ainda é bem mais confortável falar em inglês. Mas nenhum país anglo me chama...


É bem difícil escritor brasileiro lá fora. As editoras têm pouca gente para ler (em português) e avaliar. Além disso, compram mais focados em resultados - vendas! prêmios! - do que no texto em si ou na temática. Mas a coisa está andando... rastejando.... como um bom réptil que sou.


Posto o próximo da Europa, tchau!

16/06/2010



Ilustração de uma coluna que eu e o Alê fizemos pro Folhateen, e que nunca foi publicada.

Futebol não me interessa. Desprezo futebol. Mas é impossível não dar importância ao futebol quanto o país inteiro para, o país inteiro grita, o país inteiro se reestrutura por uma dúzia de bangolés correndo atrás de uma bola.

Hoje eu tive de reestruturar toda a minha vida pelo jogo Brasil X Coréia do Norte.

Não assisti. Sabe-se lá qual foi o último jogo de Copa que assisto. Não é questão de revolta ou excentricidade. Eu moro sozinho. Não trabalho num escritório há mais de oito anos. Não há motivo para eu parar sentado em frente a uma TV num jogo. Mas eu sinto, eu sinto...

Por isso escrevo. Claro que tem sua importância. Tento me manter alheio – não acompanho as novelas, não assisto Big Brother – mas Copa do Mundo, quer a gente queira ou não, interfere em nossa vida. Nessa, hoje, no jogo do Brasil, eu estava soltinho, cruzando os morros da Lagoa à Barra, mas não cruzava à toa. Saíra mais cedo de casa, para tentar pegar os bancos abertos, fui até o centro, vivi o estresse florianopolitano – que não chega aos pés de nenhum estresse genuíno – para tentar resolver as coisas antes do jogo. Quando resolvi, voltei. O jogo começava. E voltei com as ruas menos vazias do que eu esperava. Durante o jogo, os carros continuavam passando, a vida continuava aqui fora. Carros batiam, é verdade, mas era tudo esporte.

Andei, como sempre ando, ligado no Ipod. Então perdi grande parte dos urros. Em certa hora achei que devia ouvir, desliguei o Ipod. Não ouvi mais nada. Não tinha fogos. Não tinha gritos. Achei que o Brasil estava perdendo. Torci para o que o Brasil estivesse perdendo. Não por uma falsa malícia nem por genuína perversidade – se o Brasil perdesse, seria tudo mais fácil. Apenas deixariam de se preocupar tanto com isso. Mas não. O Brasil não ganhava nem perdia. Era apenas um jogo.

Enquanto eu seguia pelas ruas surdo, via os meninos empinando os kites na lagoa. Kite surf. Gosto de kite surf. Admiro kite surf. Estou tentando aprender kite surf; e via os rapazes voando na Lagoa - esporte - em plena hora do jogo, e tinha vontade de perguntar se eles não se importavam, se não queriam saber o resultado, se não estavam interessados num bando de homens correndo atrás de uma bola na África. Aparentemente não.

Quando cheguei na Barra, quase no final do jogo, um garotinho loirinho saiu correndo de uma casa e gritou para mim:

"Brasil ganhou de dois a um!"

Eu respondi com um sorriso sincero: "Parabéns."

Quanto se é menino no Brasil... (suspiro) Quando se é homem, tem de se aprender a crescer ouvindo “para que time você torce”, aprendendo a perder. A gente tentando entender qual é a graça disso, inventando um time predileto falso, sofrendo com a falta de mira ao gol. Os outros meninos escolhendo os melhores do time e você aprendendo a ser diferente. Depois disso, você quer que a gente torça? Quem continua gostando de futebol, eu pessoalmente considero um traidor. Eu não. Nunca mais. Nunca mais. Nem devolvo bola de criança. Se uma bola rola aos meus pés numa rua, sigo com o Ipod ligado, fingindo ignorar os gritos:

“Ei, tio, chuta a bola de volta, tio!”

Eu não, nem escuto. Nunca mais. Nunca mais.

13/06/2010

SABADINHO BUCÓLICO...

Remando na Lagoa.

Aqui na frente de casa tem um pasto. Atravessando o pasto você chega ao canal que liga a Lagoa (da Conceição) à praia da Barra (da Lagoa). O canal tem casas lindas, restaurantes e os barcos dos pescadores. Seu Nelinho, dono da casa que eu aluguei, é pescador, e outro dia me trouxe uma tainha.

E neste sábado, de manhãzinha, o Professor Eurico, biólogo amigo de família, que inclusive me deu uma assessoria em "Mastigando Humanos" e "O Prédio", me chamou para remar.



Eu, antes de ficar com bolha na mão.

Uma delicía. Vista linda, exercício tranquilo, por mais que remássemos contra a maré. Tem alguns lugares daqui que só é possível chegar de barco, mesmo que seja uma canoinha como essa. E foi bom ter essa nova visão da ilha.



Na Lagoa.

O Professor trouxe a canoa, o equipamento e a experiência.


O problema foi só quando tentei remar sozinho. Eu digo que não sei dirigir nada, as pessoas não acreditam. Já tive carro, mas desisti. Nunca aprendi direito a andar de bicicleta. Com uma canoa foi a mesma coisa...


Mais fácil ir a pé.

Remei, remei, remei e a canoa andava em círculos, não chegava aonde eu queria. O Professor tentou suavizar - disse que era problema do vento - mas enquanto eu remava eu tinha a mesma sensação de guiar um carro, de pilotar uma bicicleta, de que o veículo me prendia e que eu iria mais fácil a pé, ainda mais com o fundo tão raso da Lagoa, sempre à vista.

Uma hora desisti, desci da canoa e achei melhor rebocá-la eu mesmo até a margem.



Pra fingir que consegui atracar...


Depois, só um belo almoço e uma caipirinha.

A vista.


A noite de sábado também foi bucólica com a visita de amigos.

Com a Pira na praia.
Gabriel.
Não queira saber em que circunstâncias foi tirada esta foto...
Esta semana sigo pra SP, a caminho da Espanha, daí só volto pra essa terrinha bucólica daqui a um mês...

11/06/2010

PARA QUEM ESTÁ EM SP...


Alexandre Matos é o ilustrador pitéu de "O Prédio, o Tédio e o Menino Cego", das instalações que fizemos no Sesc Pinheiros, de várias colunas minhas, dos livros juvenis do Noll e o caralho... (Hum, não, o caralho ele ainda não ilustrou...)

09/06/2010

A CAPITAL SECRETA DO MUNDO

Melamed, eu, Galera, ontem.

Terça-feira acordei 7h em Florianópolis, peguei um ônibus pra Lagoa, de lá um táxi pro aeroporto, um vôo para São Paulo, de São Paulo para Vitória, de Vitória 2 horas e meia de carro para Cachoeiro de Itapemirim, deixei minhas coisas num hotelzinho fuleiro, e sete horas da noite cheguei à Bienal Rubem Braga.



A mesa.


Valeu bem. Esse esforço é constante nos eventos literários... mas o resultado raramente é tão positivo. Evento lotaaaaaaaado, público bem bacana, mais de duas horas de debate. Também teve presença massiva da imprensa, entrevistas para TV, e saíram coisas bem legais nos jornais de lá. Domingo inclusive teve fotos enormes nossas na capa do caderno de cultura da Gazeta de Vitória. Bom ver que foi mais um lugar distante em que minha literatura chegou antes de mim... e me levou junto.


O trio.


O tema era "literatura, novas mídias, o mercado e o caralho," então pudemos falar não só do "velho papo" de blogs, o espaço que nossa geração conquistou no meio literário, mas também sobre novos rumos, a questão dos e-books, mudança na forma de tratar os direitos autorais, plágio, inspiração e a função do escritor nesse mundo apocalíptico. Papo longo.




Encontrar Galera e Melamed também sempre é bom. Melamed é um provocador performático incrível e amigo querido. Galera é um escritor que admiro, com uma consistência e embasamento impressionantes.

Essa e a foto acima roubei do querido Jhonathan Siller: http://ejaculacao-mental.blogspot.com/

Fora a mesa, só conseguimos conhecer Vitória por alto - achei linda, e me lembrou muito o Rio de Janeiro. Comemos pastéis na estrada, passando por Iconha, e vimos a vista da janela. Em Cachoeiro foi a Bienal, jantar, drinques e cama. Gostaria de ter podido ficar mais.


Parabéns e obrigado a todo mundo da organização da Bienal, da prefeitura, da curadoria, tivemos um tratamento impecável (então nem vou falar mais do hotel...haha).

A Bienal Rubem Braga continua até domingo. Saiba mais aqui:

http://www.bienalrubembraga.com/

A QUEM POSSA INTERESSAR...

Eu e Raphael, apocalípticos e integrados.  É aquele velho ranço: o autor que vende ressente não ser levado a sério, o autor que é leva...