28/02/2005

SERRA É DO BEM

Ontem fui ver o remake de "O Massacre da Serra Elétrica", que está em cartaz no quinto dos infernos. Eu tive de ver em Santo André, porque o Unibanco acha que Walter Salles e Clint Eastwood é arte, mas que um maníaco correndo atrás de garotas com uma motosserra não é, vejam só. Haha.

Bem, bem, bem, claro que o original era muito melhor, mais insano, coisa e tal, mas até que dá pra se divertir com essa nova versão. Não chega a ser exatamente um remake, porque a história é bem diferente, embora eles tenham mantido a dinâmica: 5 jovens se perdem nas estradas do Texas / entram na casa de uma família canibal / são perseguidos e retalhados por ela. Se os produtores quisessem, podiam fingir que era uma seqüência, e chamar de "O Massacre da Serra Elétrica 5", mas a moda agora é começar do zero novamente, refilmar o primeiro. Será que depois de 10 (!) "Sexta-feiras 13" eles vão zerar e começar tudo de novo?

Bem, esse novo "Massacre" não é assustador nem nada. Numa certa parte do filme, eu comecei a me empolgar, porque era tanta insanidade, tanto sofrimento que a coisa começou a virar absurdo. Mas logo o roteirista se encarregou de explicar tudinho, dando os motivos dos crimes, a biografia dos assassinos, etc, etc. Uma porra. A melhor coisa do primeiro era o tom onírico, quase surrealista, numa história simples e bem filmada. Nesse eles colocaram elementos demais, parece que querem explorar ao máximo o universo "Leatherface", tem até uma personagem baseada na Nazaré de "Senhora do Destino", vejam só.

Picaretagem mesmo é eles colocarem no cartaz que o filme é "inspirado numa história real". Porra, "inspirado" tudo pode, até o McDonalds dizer que faz lanches inspirados na culinária européia. Afinal, hamburguer vem de Hamburgo.

A tal "inspiração" veio de Ed Gein, um cara do Texas que violava túmulos, roubava corpos e construía "apetrechos" para sua casa com eles: cadeiras de ossos, máscaras de pele humana, e por aí vai. Mas ele nunca foi condenado por assassinato algum. E acho que não era canibal também.

Eu, como não como carne vermelha, só posso me alimentar de Hare Krishnas, haha.

Mas sempre gostei dessas bagaças, desde nem lembro quando. Eu era desses piás pentelhos que se jogam no chão da sala com ketchup no rosto (bem, eu ainda não fazia body art...). E quando eu tinha 15 anos, fiz uma viagem de 40 dias pelos Estados Unidos com a Stella Barros Turismo (olha só que macabro!); uma das guias - que era um mulherão, em todos os sentidos - me levou sozinho para conhecer a redação da Fangoria, que é a mais famosa revista de cinema / literatura de horror, com sede em Nova Iorque. Eu achava que ia encontrar o Freddy Krueger sentado no sofá, dando entrevistas, e os redatores escrevendo matérias com o próprio sangue, mas nem. Era um lugar bem normal, como qualquer outra redação. Nem foram muito simpáticos. Eu queria comprar aquela tralha toda que eles anunciavam na revista (máscaras, bonecos, números atrasados), mas eles nem tinham lá para vender. Eu tive de encomendar e receber pelo correio, no Brasil.

E semana passada o Daniel me dá um livro editado pela Fangoria, "Mestres do Terror", com entrevistas de Stephen King e Clive Barker. A edição brasileira é da editora Unicórnio Azul (???... hahaha... hahaha... ), com PÈSSIMA tradução de Sérgio Pereira Couto. Revisão eu nem sei se eles fizeram, a coisa ficou tosca mesmo. Bem, o livro serviu para eu admitir de vez que CLIVE BARKER É UM PE NO SACO. Não bastasse os livros deles serem roteiros de filmes trash e os filmes serem experiências trash sem roteiro, ele é chaaato pra dedéu. Já o King é mesmo rei. Eu gosto sim (apesar de fazer uns 10 anos que não leio nada dele). Acho que ele foi o primeiro escritor que eu li em inglês, lá pelos meus 15 anos. E comecei logo com "IT", que é uma pérola com mais de mil páginas. O único problema é que ele não sabe terminar os livros. Os finais são todos terríveis...

Eu ainda vou escrever um livro de terror. Tipo de um assassino que mata todos que falarem a palavra "bromélias" na frente de uma igreja.

25/02/2005

FILHOTES ESGANIÇADOS DE BOWIE

Ei, já marquei o lançamento de "Feriado de Mim Mesmo" em Porto Alegre. Dia 16 de Abril, num sábado, provavelmente no Botequim das Letras. Vai ter show do Placebo por lá no dia 19, então eu já vou e fico direto para ver o show. Devo ver o show em SP também.

O (vocalista) Brian Molko já foi meu cliente, quando eu era mich... barman em Londres. Mas eu só o vi, nunca conversei nem nada. Ele é bem feinho. Gosto do Placebo, tenho todos os albuns e tal, mas não sou fãzaço. Acho que é um subproduto de Suede (que já é subproduto de Bowie), apesar de ser mais pesado. Suede também teve uma carreira mais irregular, com discos maravilhosos e discos terríveis. O Placebo tem todos os discos meio iguais. Enfim, são filhotes esganiçados de Bowie: Suede, Placebo, Sex Gang. E todos eu conheci pessoalmente na mesma época, em Londres.

Voltando aos lançamentos, já sabem: 29 de março em SP, 16 de abril em Porto Alegre e 13 de maio no Rio. E tem lançamento da "Morte" em Portugal, no segundo semestre. Quero marcar também em Curitiba, provavelmente para maio. Tem alguém de Curitiba aqui? André? Luís? Pra coisa dar certo aí, preciso planejar algo, uma leitura, um debate, sei lá.

Também aceito convites de outras cidades, quero viajar o mundo todo! A questão é passagem e hospedagem. E em cidades que eu não conheço muita gente, o ideal é fazer o lançamento com algum debate, uma leitura, algo de que as pessoas possam participar. Não quero passar pelo constrangimento de ficar sentado sozinho numa mesa, sem amor nem ninguém. Me bate a síndrome do Igor!

Sabe como é? O Igor era um gurizinho que estudava comigo no primário. Ele era bonzinho, popular até, mas fez um aniversário de uns oito anos em que não foi ninguém, ninguém, NINGUÉM! Só eu. E tinha aquela mesa linda, cheia de cachorro quente, brigadeiros, beijinhos, lembrancinhas, língua de sogra. Tudo para as baratas comerem. Eu, como era um mini-joselito, ao invés de consolar o piá, ficava cutucando: "Mas não vem ninguém nessa festa?!!"

Deus ainda não me puniu por causa disso, mas sempre acho que o castigo virá na minha próxima noite de autógrafos.

24/02/2005

COMO ESCREVER BESTSELLERS, GANHAR PRÊMIOS E INFLUENCIAR PESSOAS

Eu não tenho idéia. Hehe

Dia desses eu estava lendo uma entrevista com o ótimo Daniel Galera (ótimo pelas coisas que ele fala e pelo que conversamos rapidamente, porque ainda não li nada dele, mas quero). Era uma entrevista antiga, em que ele falava sobre a criação da sua editora, "Livros do Mal", sobre as dificuldades de publicação e a Internet como veículo de novos autores.

Admiro a iniciativa dele e de outros escritores que arregaçam as mangas, criam suas próprias editoras, publicam na net. Na verdade, essas pessoas estão abrindo espaço inclusive para mim. São escritores como o Galera que abrem espaço no mercado para jovens autores. São escritores como o Marcelino que fazem com que a "nova literatura" seja discutida, ganhe projeção.

Mas eu acho esses dois trabalhos (o de escrever e de criar movimentos) tão dispares, tão distantes um do outro. Para mim, o trabalho de escrever é algo tão associado à individualidade, que se torna quase paradoxal esses "movimentos", agrupamentos. Fora que essa coisa de amigos que se reúnem para trocar textos, produzir fanzines, ai! Não, parece coisa de quem escuta Legião Urbana. Tudo bem fazer palestras, participar de debates, todas essas coisas para divulgar seu trabalho. Mas não dá pra transformar literatura em criação coletiva. Se é pra formar grupos, monte uma banda de rock.

Aliás, eu sinto que é isso o que a maioria dos jovens escritores queria. Eles queriam mesmo ser rockstars (e muitos têm bandas paralelas). Parece que são escritores apenas enquanto não alcançaram o estrelato. Se tivessem um clip de sucesso na MTV, deixariam de fazer livros. Então, talvez muitos dos "escritores promissores" que temos por aí, muitos daqueles que até escrevem bem mesmo, com o tempo acabem largando a escrita por "realizações maiores".

Comigo eu já acho o contrário. Larguei a música pela falta de talento e, principalmente, para me dedicar a uma arte mais autoral, mais individual. O poder de poder criar um universo sozinho, sem depender de ninguém, é o que mais me motiva. E, felizmente, nenhum dos meus três romances publicados sofreu alteração alguma por parte dos editores.

Conversei sobre isso com a Eliane Caffé, quando estávamos fazendo o roteiro de "Feriado de Mim Mesmo". Eu assino o roteiro sozinho, mas a Eliane me deu várias dicas e me sugeriu diversas mudanças. Achei um trabalho interessante de se fazer, faria de novo (principalmente pela grana), mas não chegou nem perto do prazer que me dá escrever um livro. Isso porque o livro é meu, o filme não. O filme nem mesmo é dela, pois envolve um trabalho de muitas outras pessoas. Eu jamais deixaria de escrever livros se fizesse sucesso com cinema. Aliás, quero usar o cinema para divulgar meu trabalho de escritor, e não usar meus livros para virar roteirista.

Entendo menos ainda as pessoas que querem escrever livros mas não os escrevem. A questão não é querer, é precisar! Do que essas pessoas precisam? Apenas sentar e escrever. Se escrever não é um prazer, vá fazer música. Se é de fato um prazer, sempre se arruma tempo. É só ir menos a botecos. Ah... mas já falei sobre isso aqui...

O que parece é que as pessoas querem mais "publicar livros" do que escrever livros. Não acho que ninguém deva ficar tão ansioso para ver seu nome numa lombada. Você vê tanta gente aí reunindo meia dúzia de contos, fazendo um voluminho e já chamando isso de "obra". Pra mim, me parece um pouco de pressa. Parece que a pessoa sente mais prazer na conclusão do que no processo.

Mas talvez esse seja um pensamento um pouco hipócrita da minha parte, porque só tenho 27 anos, 3 livros publicados e não passei pele maratona de bater em porta de editora. Não me esqueço de quantos romances escrevi apenas por prazer (e depois os joguei fora). Não me esqueço que escrevi "A Morte Sem Nome", depois "Olívio", sem pretensões de publicar, e os deixei quietinhos na gaveta por dois anos, até experimentar me inscrever no Prêmio Fundação Conrado Wessel. Nunca abri meus processos pra ninguém. Eu, por exemplo, acabo de escrever um quarto romance, sim, que ainda não mostrei pra ninguém, nem vou mostrar tão cedo, nem vou dizer o título, nem a idéia, nem nada.

Ai, mas chega dessa história.

Se fosse pra eu dar algum conselho a alguém, eu diria: "Para ligar para o Brasil e para o mundo, faz um 21." Não, eu diria apenas para escrever, escrever. E esperar. Não mostre a ninguém se você tiver dúvidas. A opinião dos outros não importa no processo. Os outros estão sempre errados. Até a pessoa que você mais admira pode detestar seu sapato favorito. Só mostre aos outros quando VOCÊ tiver certeza, assim você pode até aceitar uma crítica, mas não deixará que ela interfira no trabalho já pronto. Literatura não é telenovela.

Agora, se você quer escrever um folhetim... sei lá, não entendo nada disso.

A internet como meio de divulgação pode funcionar. Tem muitos escritores comentados por aí que surgiram por esse meio. Mas talvez o meio já esteja um pouco saturado. Eu não entendo muito como funciona essa bagaça, criei este blog há pouco mais de seis meses, para divulgar meus livros e manter um canal aberto com os amigos e leitores. Tô gostando.

E não se assustem com essa minha "bandeira da individualidade", faz tudo parte da ação institucional para o lançamento de "Feriado de Mim Mesmo", um livro sobre o individualismo ao extremo.

O que eu queria mesmo era ter um amor pirata, com navios, papagaios e tesouros.

22/02/2005

COMO ME TORNEI UMA ADÚLTERA

Comprei ontem os cds da Karine Alexandrino, cantora do Ceará que faz um misto de música brega, electro e chansons dos anos 60, ou seja, tudo chumbreguice. O encarte é ótimo, os títulos das músicas melhores ainda, começando pelos títulos dos albuns: "Solteira Producta" e "Querem Acabar Comigo, Roberto."

O album "Solteira", de 2002, é algo mais lounge, batidas eletrônicas com divagações da guria por cima. Algo gostoso para você deixar tocando enquanto procura negativos de fotos antigas, como eu estava fazendo ontem de noite. Entre as músicas: "Se Eu Tivesse Uma Amnésia Agora, Minha Noite Seria Mais Divertida", "Baby Doll de Nylon" e uma cover bizarra de "Feelings".

"Querem Acabar Comigo" já é mais sessentista, investindo em arranjos retrô ao clima das chansons toscas de Serge Gainsburg. Há covers de "Dio Come Ti Amo", "Kiss, Kiss, Kiss" (Yoko Ono) e "O Elefante" (Robertinho do Recife). O problema é que a voz de Karine não é lá essas coisas, e os arranjos experimentais das covers parece um remix lado-b de Jane Birkin. Mas há boas músicas próprias, como "Tenho Febre, Mas Vou Buscar Nosso Dinheiro", "Balada de Perdicta" e "Como me Tornei uma Adúltera".

Ela fez shows aqui em São Paulo no ano passado, no Avenida Club, dentro do projeto organizado pela Rita Damasceno e o Rodrigo Araújo. Eu não vi, mas minha filha número 3 assistiu e disse que foi ótimo.

Agora, ótimo mesmo, que eu assisti no Avenida ano passado, foi o show do Júpiter Maçã. Ele é outro sessentista kitsch, psicodélico, que flerta com todo mundo e não vai pra cama com ninguém. Está lançando o quarto cd agora: "Uma Tarde na Fruteira", que eu estou louco pra comprar mas ainda não achei em lugar algum. Ele inclusive ia fazer um show de lançamento de novo no Avenida, semana passada, mas cancelou na última hora.

Dentre as músicas desse cd novo, está a "Marchinha Psicótica", que entrou no CD-R que eu sorteei aqui no site. Dá pra baixar pelo site da Trama. Vai aí a letra:

Antes de nada eu gostaria de explicar
Segue agora um mosaico de imagens mil
Chamado ‘A Marchinha Psicótica de Doctor Soup’


A noiva do arlequim e o malabarista
Chegaram junto com a fada e o inspetor nazista
Chacretes e coristas em teatro de revista

Bem vindos à orgia niilista,
Ai que gostoso, que delícia, muito mais paulista,
Anunciados o homem-bala e a mulher-canhão

A musa do pinóquio era bolchevista
A mais formosa, melindrosa, pega na Suíça
Suíça, pra ela era pegar rapaz

E pra provar, minha querida, o meu amor, tão radical
Eu escrevi essa marchinha, para tocar no carnaval
O milênio passaria e a marchinha seguiria sendo cult, underground
Mas até 2020 seria revisitada e vira hit nacional.

O timbre do Caetano é superbacana
Não pense que eu estou copiando que eu sou banana
Peguei emprestado pras Artes da Semana

Deitado no divã com Woody Allen
Eu tive um sonho com aquele estranho, velho alien
Que era cabeça Bob Dylan, barba Ginsberg, Allen

Abrindo as portas da percepção,
O tal de Aldous Huxley de cara ficou doidão,
Tomando toda a solução.

Doidão é apelido para a paranóia
Toda jibóia, toda bóia, toda clarabóia.
Querida, que tal baixar o televisor.

E pra provar, minha querida, o meu amor, tão radical
Eu escrevi essa marcinha, para tocar no carnaval
O milênio passaria e a marchinha seguiria sendo cult, underground
Mas até 2020 seria revisitada e vira hit nacional.

21/02/2005

O PRÍNCIPE E A ERVILHA

Noite passada eu não conseguia dormir. Não sabia se eram minhas fossetas, cafeína ou a culpa de ter exposto meu orgulho em praça pública. Mas então percebi que havia algo me incomodando embaixo dos meus quinze colchões de pena de ganso. Procurando bem, lá embaixo encontrei um livro do Proust, "O Prazer e os Dias".

Começa assim:

- Senhor Alexis, não chore assim, o Sr. Visconde de Sylvanie talvez lhe dê um cavalo.
- Um cavalo grande, Beppo ou um pônei?
- Talvez um grande cavalo, como o Sr. Cardenio. Mas então não chore assim... no dia dos seus treze anos!

Ahhhhhhhhhh! Hahah. Achei que só eu gostasse dessas frutices!

18/02/2005

DE LORENA VEIO. À LORENA VOLTARÁS.

Ai... que lassidão...

Acabei de achar na internet um link para um artigo extenso do Walter Cezar Addeo sobre "A Morte Sem Nome". Ele já tinha me enviado o artigo por email, há uns 6 meses, mas eu nunca soube onde havia sido publicado. É ótimo, profundo, me enaltece e, vejam só, pelo que parece é de uma revista da cidade de Lorena:

http://angulo.fatea.br/angulo_99/angulo99_artigos05.htm

Lorena se chama Lorena por causa de Lorena. Quero dizer, minha personagem, por causa da cidade. Tive umas paradas sinistras lá, em 98, coisa de circo surrealista santa sangre. Nah, nem tanto. Eu me apaixonei por um rapazinho de lá, que conheci por aqui, e quando a Glen Close baixou em mim eu passei a ir todos os finais de semana para a cidade dele, respirar o ar platônico e lamber o chão que ele pisava, sem que ele soubesse de nada. Até que conheci uma garota de lá e comecei um novo romance. Eles eram amigos, mas um não sabia que eu conhecia o outro, coisa de louco. Nah, nem tanto, coisa de novela do SBT.

Era tanto amor... vejam só...

Os amigos mais antigos acompanharam essa novela por email. E sempre que eu tentava terminá-la, eles insistiam para que eu continuasse indo, continuasse escrevendo, continuasse cultivando aquele relacionamento doentio com os dois. Terminou de uma forma bem trágica, numa festa da padroeira em que tudo se revelou. Aquelas coisas de novela, roda-gigante, maçã do amor, toda a cidade reunida, e de repente o rapaz descobre que eu estou com a menina e eu tenho de fugir com ele para ela não desconfiar de nada. Ele acaba me apunhalando pelas costas e me jogando no rio.

Lá no fundo, achei uma arca do tesouro, que tornou meus cabelos louros e meus olhos ficaram azuis.

Isso não é um conto. É a realidade. E a realidade só tem graça para ser contada, assim, num blog, numa sorveteria. Quando esses romances terminam é que a gente pode começar um Romance de verdade. De Lorena, só sobrou o nome, nem o cenário, nem os olhos.

Ai... que lassidão que me deu hoje.

16/02/2005

WE HATE IT WHEN OUR FRIENDS BECOME SUCCESSFUL

Não tenho amigos escritores. Acho que é porque escolho amigos pela beleza. Haha. Então são todos rockstars. Mas fiz bons "colegas" nesses dois anos que circulo pelo meio. Gente fina, como meus colegas de Parati, o povo da "Geração Nojenta", alguns mestres que topei por aí. Só que todos se reúnem em botecos. E eu não bebo cerveja. Também não agüento ficar sentado muito tempo. Prefiro beber no meu apartamento, onde eu comando o som, as luzes e as aranhas (tenho luz negra, globo colorido e tudo mais). Mas não convido muita gente para beber comigo.

Meus amigos próximos também vivem um pouco distantes. Eu não teria ninguém para me hospedar em São Paulo se minha casa pegasse fogo. Em Porto Alegre sim. Talvez em Alphaville...
De qualquer forma, vivem todos no meu coração e fico feliz com seus progressos individuais.

Como é o caso do Ludov, banda aqui de SP vocalizada pela minha queridíssima Vanessa Krongold, muito bem sustentada pelo Mauro Motoki, Habacuque Lima, Eduardo Filomeno e o Paulo Chapolim.

Eles ganharam um VMB no ano passado de "melhor clipe independente" por "`Princesa", faixa do EP de estréia deles, que, na minha opinião, nem era das melhores. Este ano, eles já lançaram um album "inteiro", "O Exercício das Pequenas Coisas", e estão conquistando resenhas entusiasmadas por aí, além de milhares de fãs.

Eles merecem. Eles merecem.

O album é bem pop, e isso não é ruim. Vai conquistar o povo que ouve coisas bem piores, e mostrar que "Pitty" não é tudo. Vanessa manda muito bem. O resto da banda também. O Mauro cantando é um piteuzinho. Tocando teclado é uma tetéia. Habacuque pega firme nas guitarras, embora ao vivo eles soem mais rock. O album talvez seja algo como um Pato Fu com voz, somado a um Los Hermanos sem barba. Mas isso faz com que Ludov continue sendo Ludov. Afinal, toques de carvalho, chocolate e frutas vermelhas não são o bastante para fazer vinho.

Acompanho a turminha de perto desde 96, quando eles eram os "Maybees", eu namorava a Fabbie, amiga da Vanessa, e era amigo do Max, vocalista do "Mother Superior", banda irmã do Maybees. O Max, aliás, largou as guitarras e se tornou DJ requisitado e integrado no circuito hype. É o DJ Max Blum.

Eu quero mais é que eles todos fiquem ricos, ricos, ricos, para comprar mais meus livros. Haha. Essa coisa de só dar força para os amigos quando eles estão na pior é uma hipocrisia, coisa de gente invejosa. É na hora do sucesso que a gente vê quem está do nosso lado, quem torce pela gente. Eu tenho é orgulho do sucesso do meus amigos. Até coloco aqui no blog. "Ei, sou amigo do pessoal do Ludov."

Tem também o Rangel, com os Corações em Fúria. O Nico, que consegue como ninguém conciliar a vida de rockstar com o trabalho do dia-a-dia. O Dan, japonês oficial da Rede Globo. Diogo, que se trancou em casa mas virou um expert em produção musical. O Leandro, com o Multiplex. A Camila, que virou acadêmica. A Maíra, indo pelo mesmo caminho. Ismael, que está sempre por aqui. E os queridinhos de Porto Alegre, Rogério, Letícia, Taina...

Aos amigos com quem ando relapso, posso apenas me desculpar. Meu individualismo às vezes se torna egoísmo, e fica difícil me tirar de casa também. Teremos oportunidade de nos vermos todos, no lançamento de "Feriado de Mim Mesmo", não? haha

Como diz uma letra do Ludov: "Se eu não consigo ser simplesmente um bom amigo, é porque nem mau amigo eu posso ser."

14/02/2005

TROQUE SEU BESTSELLER POR UMA CRIANÇA POBRE

Vou começar essa campanha. Isso porque cada vez mais vejo "O Código da Vinci" à minha volta, e sua fórmula se repete e propaga em novos bestsellers que surgem por aí. Eu não li, mas não gostei. Heheh, brincadeira, nada contra, até tenho curiosidade, mas acho que o Dan Brown não precisa mais da nossa grana, né? Existem muitos autores bons por aí. Por que ao invés de alguém comprar o livro que "todo mundo está lendo", essa pessoa não procura seu herói particular? Tipo, Santiago Nazarian.

Ok, ok, agradeço a vocês, fiéis escudeiros.

Bem, claro que eu também queria vender pencas e ficar rico, mas o Dan Brown já conseguiu isso, agora ele podia ficar satisfeito. Quem sabe não se podia criar uma lei que a partir da quarta edição o autor tinha de doar seus direitos autorais a autores iniciantes e/ou desconhecidos? Haha, pensando bem, é mais ou menos isso que acontece nas editoras, né? Eles precisam dos Browns para continuar editando os Nazarians. Hum, então acho que estou aproveitando os royalties das "Vidas de Chico Xavier"...

Falando em autores iniciantes, recebi há algumas semanas outro livro da coleção Rocinante, "O Habitante das Falhas Subterrâneas". Esse de cara já se diferencia dos outros por ser mais encorpadinho, ser um romance e ser escrito por uma menina, Ana Paula Maia.

Como eu estou lotado de coisas para ler - ganhei muitos livros e comprei outro tanto - ia dar só uma espiadinha no livro dela para depois colocar no fim da fila. Mas acabei lendo inteiro. O livro é uma delícia. Uma coisa bem adolescente, sim, mas tem um grande mérito. É narrado em primeira pessoa por um carinha de dezessete anos. Quer dizer, uma menina de vinte e poucos escrevendo como um moleque. Enfim uma mulher que não é umbiguista! Porque mulher adora escrever sobre a "condição feminina", não? Nada contra também, mas acho que é preciso surgir aquelas com personagens masculinos, histórias pra contar, coisa e tal.

Ana Paula Maia é bem convincente. Eu fiquei tentando encontrar o "olhar feminino" na coisa, pegar a autora no personagem, mas não consegui. É um moleque mesmo, meio tosco, mas queridinho. A mina sabe o que faz. Tem parágrafos longos, um capítulo só. Tem fôlego, essa Ana.

A história é o de menos, um carinha de São Paulo que vai pro Rio de Janeiro e fica zanzando por lá. Isso também é bem convincente, porque Ana Paula é carioca, mas mostra bem a visão de um paulista sobre o Rio. O livro é meio que um diário dessa viagem, cheio de erros de revisão e pontuação, todos desculpáveis, afinal, é um moleque de dezessete anos que está escrevendo, e um moleque que "não gosta de ler e aprendeu a escrever nos chats da internet".

Claro que eu poderia comparar com "O Apanhador no Campo de Centeio", tem muito do Salinger. Mas todo livro que é narrado por um adolescente o povo acaba comparando com Salinger, e não sei bem se é por aí.

Só quero deixar claro que não conheço a Ana Paula Maia, nunca a vi pessoalmente, nem sei se ela é gatinha, haha. Coloco o livro dela aqui porque a mina se puxou mesmo e o mundo (literário) está precisando disso. Parece que ela me mandou o livro por indicação do Francisco Slade, que eu só conheço de vista, e que também escreveu um belo romance pela coleção Rocinante, "Domingo".

Está tendo uma avalanche de autores jovens por aí, né? A 7 Letras tem a coleção Rocinante. A Rocco criou no ano passado a "Safra 21". Todo mundo investindo na petizada. Acho isso legal. E acredito que a Planeta é bastante responsável por esse processo, por ter criado aquele auê com o livro "Parati Para Mim", escrito por mim, Chico Mattoso e João Paulo Cuenca, na 1a Flip. Na época, saiu em tudo quanto é lugar, a gente deu entrevista até pro Jornal Hoje, Jornal Nacional, veja só.

Pode-se perguntar, quem é bom dessa nova safra? O Loyola (no Itaú Cultural) disse que "os bons são aqueles que ficarão, só o tempo dirá", mas eu acho isso um clichê mentiroso, e eu o questionei naquele momento mesmo, durante o debate. Afinal, será que todos os bons ficarão? Será que não haverá vários autores bons que não terão o destaque merecido, que se perderão no meio dessa avalanche? Ou que até terão destaque mas, por um motivo ou por outro – não necessariamente falta de talento - serão esquecidos com o tempo?

Como disse a Beatriz Bracher, no artigo que escreveu sobre "A Morte Sem Nome" na Bravo, a única forma de saber quem são os autores bons é lendo-os. Então... TROQUE SEU BESTSELLER POR UMA CRIANÇA POBRE.

09/02/2005

ELISA

Saiu na Casa & Jardim deste mês uma matéria de dez páginas com a casa da escritora Elisa Nazarian. Ela mora em São Roque, no meio do mato, com mais de 4 mil livros e dois cachorros. Alguns dias da semana ela trabalha na Biblioteca José Mindlim, aqui em São Paulo. Além disso, é mãe de Santiago Nazarian, escritor que se tornou conhecido depois de um romance relâmpago com Ana Maria Braga. Haha.

Elisa está lançando mês que vem seu primeiro livro, uma novela em prosa poética chamada "Resposta", pela Atelier Editorial. A noite de autógrafos em São Paulo acontecerá junto com "Feriado de Mim Mesmo", na Casa do Saber, dia 29 de março.

A orelha do livro dela é assinada por mim mesmo. E vai aí de aperitivo:

"Disse a ele que em seu transbordar de amor não cabia amizade. Por alguns dias, deixou de escrever suas dores, colocou os amigos de lado. Revestiu tudo o que ele lhe dizia em cadência de aço, revestiu todo o verdadeiro com o peso do falso."

É tudo verdade. E talvez seja essa honestidade dolorosa o que mais perturba e encanta no texto de Elisa Nazarian. Nos faz pensar em como a realidade pode trazer tanta poesia ou como a poesia pode ser colhida nos mais simples fatos da vida. É com essa simplicidade quase hermética que a autora cria um jogo de contrastes entre um homem e uma mulher. A simplicidade que separa o masculino do feminino; a simplicidade que separa duas pessoas, que as faz tentarem ser uma só, um casal. "Por três vezes ela rasgou o peito e lhe contou da morte em que estava vivendo. Por cinco ou seis vezes ele virou o rosto e não reconheceu que a amava. Mas amava." Acolhendo filhotes, rodeando-se de livros e fazendo queijo, essa mulher expressa sua feminilidade diante do masculino que se torna apenas omissão. E é isso o que faz o texto de Elisa Nazarian tão feminino, uma expressão honesta da verdade. Eu, como homem, só posso tentar explicar. E ainda assim apertar meu peito para reconhecer que toda essa mulher é muito mais, muito mais do que simplesmente minha mãe.
Santiago Nazarian

06/02/2005

MARCHINHAS PSICÓTICAS

Ah! Esqueci de comemorar o carnaval por aqui. Vai lá:

Eu moro no castelo dos horrores
não tenho medo de assombração
Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô, Ô,
Eu sou o Zé do Caixão.

Não adianta ter medo
de caveira nem de frankenstein
porque mais tarde ou mais cedo você
vai ser caveira também!

Para continuar a festa, um vídeo especial:

http://www.the-tape.com/thetape.swf


03/02/2005

A REPRODUÇÃO ASSEXUADA DOS PLATELMINTOS

Ontem teve mais uma sessão "Comodoro" do Carlos Reicheinbach no Cinesesc. Fomos eu, Daniel (Luciancencov) e a Maíra Mee (que foi estrela do meu curta, "Ame o Garoto que Segura a Faca"). Os filmes apresentados eram "Viva la Muerte", de Fernando Arrabal e "Fando y Lis", de Alejandro Jodorowsky, ambos do movimento "Pânico", criado nos anos sessenta, que mesclava surrealismo e escatologia, aproximando o cinema das pinturas de Bosch, Bruegel e Dali.

Chato.

Antes da primeira sessão, Carlão já avisou que "Viva la Muerte" era um dos filmes mais violentos já feitos. Para mim, pareceu um filme iraniano com groselha. Lá pelo final, eu já estava rezando para alguma veia ser aberta e o marasmo acabar. Daí surgiram algumas cenas fortes, sim, com animais, mas nada que chegasse nem perto de Pasolini, Fazbinder ou mesmo Takeshi Miike, que o próprio Carlão passou em outra sessão.

Saimos de lá na metade do segundo, e fomos ver "À Procura de Tadzio", de Luchino Visconti, em vídeo.

É um documentário sobre os bastidores da procura de Visconti pelo Tadzio do seu filme "Morte em Veneza". Mostra os testes que o diretor fez com diversos meninos, incluindo o próprio Bjorn Andressen, que acabou ganhando o papel. Engraçado que nos testes ele parece um pouco mais velho (tem quinze anos), eles devem ter caprichado na maquiagem para ele ganhar o ar púbere do filme.

Assisti "Morte em Veneza" pela primeira vez quando eu tinha uns 12 anos, num "Corujão" da Globo. Não entendi direito qual era a do filme. Era um filme gay? O velhote queria comer o moleque? Só com a idade, e meu coração contaminado de frescura, que entendi as sutilezas do filme, e do livro.

Filme e livro são muito próximos. Talvez, seja uma das adaptações mais fiéis que eu já vi (apesar de algumas mudanças sem importância, como na profissão do protagonista). Como eu li o livro depois de ter visto o filme, fiquei exatamente com aquela imagem do Tadzio (que foi muito bem escolhida por Visconti). É um menino de beleza cruel e assexuada, que se torna a personificação da vida, da morte e da doença.

Para quem não conhece o filme/livro, trata-se da história de uma vila de pescadores que é atacada por abelhas assassinas, que só podem ser destruídas por um garoto de coração puro.

Haha, ok, ok. É um filme sobre o amor platônico de um artista por um adolescente que ele conhece num hotel em Veneza.

Toda obra de Thomas Mann lida muito com esses temas: juventude, beleza, ideais da arte. Sempre coloca a beleza como um ideal platônico do artista. Na sua novela "Tõnio Kroeger" (sobre a qual eu fiz uma pequena resenha no "O Globo", ano passado), Mann narra a história quase autobiográfica de um rapaz apaixonado pela beleza de um colega de escola. Com o tempo, o rapaz cresce, se torna um grande escritor, mas percebe que nunca atingirá realmente seu ideal, poderá apenas contemplá-lo.

A literatura está cheia disso, "Frederico Paciência", do Mário de Andrade, "O Retrato de Dorian Gray", do Wilde, "Confissões de uma Máscara", do Yukio Mishima, todos os livros do Mathew Stadler...

Lembro de uma vez que eu estava almoçando sozinho numa praça de alimentação de um shopping, e na minha frente estavam sentados dois meninos de uns 13 anos.

Um deles era gordinho com jeito de inteligente o outro lindinho com cara de vitorioso. O gordinho virou para o amigo e perguntou: "Já assistiu a ‘Vida é Bela’?" E o galã mirim respondeu meio sem interesse: "Não, é sobre o quê?" O primeiro começou a explicar, enquanto o outro fatiava sua pizza. Eu achei aquela cena tãaaaao Thomas Mann, tãaaao "Tõnio Kroeger". Olha só um trecho:

> Tônio não o cortejava completamente sem resultado, pois que Hans, aliás, admirava nele uma certa superioridade, uma verbosidade que possibilitava a Tônio expressar coisas difíceis, compreendia bem que aí existia para ele um sentimento fora do comum, forte e delicado.
Mostrava-se grato, causando a Tônio alguma felicidade por sua aproximação – mas, também, algum pesar por ciúmes, desilusão, e pelo esforço de tentar estabelecer uma comunhão espiritual. Pois o estranho era que Tônio, invejando Hans Hansen, o seu modo livre de viver, constantemente tentava puxá-lo para o seu próprio modo, o que só se dava por momentos e, mesmo assim, só aparentemente.
Li agora uma coisa maravilhosa, algo magnífico... – disse Tônio. Andavam e chupavam balas de frutas. - Você precisa ler, Hans, porque se trata de Dom Carlos, de Schiller... Eu empresto, se você quiser...
- Oh, não – dise Hans Hansen – deixe isso, Tônio, não serve pra mim. Fico com meus livros sobre cavalos, sabe? Há neles fotografias formidáveis.<

Querem mais? Comprem! Heheh. É fácil de achar um volume com "Tônio Kroeger" e "Morte em Veneza" pelos sebos da vida.

Talvez seja impressão minha, mas acho que essa questão do platonismo é algo exclusivamente masculino. Quero dizer, esse tipo de amor platônico, porque o homem tem a atração pela beleza muito mais presente do que a mulher. Não que a mulher não possa ter amores platônicos, mas se dá de outra forma, e com outra intensidade.

Também é uma questão de platonismo muito homossexual (se eu posso colocar o sufixo "sexual" ao lado de "platonismo), pois não se trata apenas de admirar uma diferença, e sim de invejá-la. Uma certa "nostalgia invejosa", como diria Thomas Mann. É menos querer possuir o outro do que querer SER o outro.

O amor platônico não é um amor que deixa de se realizar pela falta de desejo do objeto amado, justamente o contrário. O amor platônico é um amor que só se realiza idealisticamente (ai, existe essa palavra?), porque o próprio apaixonado não consegue ou não quer concretizá-lo.

Talvez aconteça normalmente entre meninos (heterossexuais ou não), mas acho que apenas os gays se preocupam com isso ou sabem expressar em letras (ou filmes, músicas...).

Para me contradizer, comprei um livro chamado "The Boy", da Germaine Greer (que tem na capa, vejam só, o Tadzio de Bjorn Andressen). O livro fala sobre a beleza andrógina associada aos meninos. A autora defende a admiração das mulheres pelo "masculino que ainda não se embruteceu", "o menino que não virou homem". Ao meu ver, parece texto de uma pedófila. Mas se eu ler com mais atenção, talvez consiga traçar um paralelo entre o platonismo masculino e o feminino. Talvez o feminino não seja fundamentalmente "platônico" pois se realiza de uma outra forma...

É, eu entendo de amor platônico, mané. Mas já tive a minha cota. Hoje em dia, os hormônios venceram meus ideais.

E liberdade para Michael Jackson!


02/02/2005

AUTOS E HELICÓPTEROS

Eba! Recebi ontem a capa de "Feriado de Mim Mesmo", uma tetéia. O livro deve começar a ser vendido daqui a um mês, mas o lançamento oficial é dia 29 de março, na Casa do Saber, aqui em SP (em seguida, em outras capitais).

E como eu tenho produtos a vender, invisto na auto-promoção. Afinal, minhas editoras e minha agente não investem em mim só por filantropia. Tenho de mostrar resultados!

Além desse blog, tenho a comunidade no Orkut, criada pelo Thomas Schimidt (heeh). Lá não tem nada demais, mas vai ter. A próxima promoção eu vou fazer com os membros (ops) de lá.

Já dei um "Olívio" e um cd aqui no blog. Agora vou lançar dois prêmios no Orkut. Um "Feriado de Mim Mesmo" e uma COLEÇÃO COMPLETA (ou quase) composta de "Feriado", "A Morte" e "Olívio". Para participar, basta mandar três rótulos de leite moça para a caixa postal... Não, basta fazer parte da comunidade que mais cresce no Brasil: "Santiago Nazarian":

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=343173

( Daqui a um mês, mais ou menos, eu mando uma mensagem avisando as regras da promoção - que ainda nem sei quais são. Para quem não está no Orkut... sinto muito, fica pra próxima).

Eu também estou no Orkut. Quem quiser ser meu amiguinho, é só mandar uma mensagem no meu scrap, para eu saber de onde veio - mas minha amizade não vem com nenhum brinde.
E não se façam de transparentes, que eu tenho contador de acessos e sei muito bem que a freqüência por aqui anda agitada!


GANHAMOS NOLL

(João Gilberto Noll, 1946-2017) Perdemos Noll. Acordei nesta quarta com mensagens me contando, Rodrigo Casarin do Uol me pedindo um...